cadaFalso na idade mídia

cadafalso é um palco físico e metafórico. espaço público de exposição e morte. da idade média à idade mídia, o artista se enviesou por vários atalhos sacrificiais mas nunca abriu mão do talento de renascer.

o público incita em si o algoz, se incomoda mas aplaude: mata o artista para eufemizar sua própria crueldade. queremos um público-ação: quem quiser nos matar tem que ser muito vivo.

somos um encontro de amigos-artistas (ou seria o contrário?). não vemos diferença entre onanismo e necrofilia. somos hedonistas e precisamos do voyeurismo. não temos um projeto estético ou ideológico: temos vários: somos vários. somos o que conseguimos ser e também somos o que os outros não conseguem: atrito de desejos produz a luz e o fogo. gostamos da chama, pois se apaga, enfim.

lançamo-nos: coletivo-fênix, aqui renascemos: projétil cadaFalso: gatilho, mira e disparo: roleta-russa: o corpo-vivo como performance: o risco e a beleza da efemeridade: tentativa suicida de sobreviver a nós mesmos.

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